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Ir. M. Nilza P. da Silva |
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O santuário de Schoenstatt, em Londrina/PR, tem ao lado o Monumento dos Heróis. É uma herança muito bela, recebida do Santuário Original, em cuja sombra repousam os restos mortais de alguns heróis que deram a vida pela Obra de Schoenstatt. Padre Afonso Wosni explica que o monumento dos heróis, em Londrina, é um tesouro muito grande para a Família de Schoenstatt do Brasil e para toda a Igreja, pois aqui estão os restos mortais de Dr. Fritz Kuhr. Um político alemão, que exerceu influências na história da Alemanha. Viveu uma vida exemplar como personalidade católica, modelo e instrumento para, com o Pe. Kentenich, fundar o Instituto de Famílias, no Campo de Concentração de Dachau. "Tê-lo ao lado do Santuário de Londrina é um tesouro, porque ele é um modelo para o homem leigo, para o pai de família, para os homens que se dedicam à sociedade civil, enfim, para os políticos que precisam de exemplos de santos.", diz Pe. Afonso. Uma lembrança e um chamado. O monumento dos heróis é, ao mesmo tempo, lembrança e chamado. Recordando a santidade de nossos heróis, embora ainda não canonizados, podemos nos deixar inspirar na luta pela santificação de cada um deles e nos empenhar para sermos também santos. É um lugar de oração pelos que estão nesse monumento e também de unidade com outros heróis, que não tem seus nomes aqui, mas se tornaram santos vivendo a Aliança de Amor, vinculados ao Santuário, à MTA e ao Pe. José Kentenich. Em Londrina estão os nomes de José Engling, primeiro herói de Schoenstatt, Irmã M. Emanuele, do grupo das primeiras Irmãs de Maria, missionárias de Schoenstatt enviadas para o Brasil, Francisco Ziober, pai de família brasileiro, Regininha, da Juventude Feminina, residente em Urai/PR, mas que residiu em Londrina e frequentou este santuário, e os restos mortais do Dr. Fritz Kühr. Vidas que são exemplos Para a escolha dos nomes que vão para o monumento dos heróis, como explica Pe. Afonso, são usados alguns critérios: "O primeiro é que, durante a vida, essa pessoa seja reconhecida e admirada como uma alguém que realmente aspira a santidade, pela vivência da aliança de amor e das correntes de vida de Schoenstatt. Ela precisa testemunhar isso. As pessoas, que tem o seu nome ali, já causavam impacto quando viviam." Então, o nome no monumento dos heróis é um agradecimento pelo exemplo de santidade que elas nos deram. Agradecimento porque elas deixaram marcas que testemunham: elas merecem a homenagem! Outro critério, podemos dizer que vem de Deus, explica o padre, pois, "é Deus quem escolheu essas pessoas como modelos para as demais. Elas são pessoas humanas, com falhas e pecados, mas Deus quis que suas vidas ficassem registradas no monumento, como sinal de esperança: Assim como Deus as escolheu, hoje Ele escolhe cada um de nós e quer continuar a oferecer muitos modelos para o mundo, para todos os cristãos, em todos os estados de vida." Há espaço para o seu nome Pe. José Kentenich desejava que ao lado de cada santuário houvesse um monumento dos heróis. Eles são a "sala dos milagres e ex-voto", ou seja, eles testemunham a presença e atuação da Mãe e Rainha nesse lugar de graças. Indicam que as graças de romaria, que ela ali oferece, e sua atuação de educadora, continuam eficazes em todos os tempos. Por isso, há ainda
espaço na placa com o nome dos heróis e você é
convidado a ser o próximo. Pozzobon diz que se sentiu chamado
a santidade, quando o Pe. Kentenich pergunta em Santa Maria: "Quem
será o José Engling do Brasil?" Então, Pozzobon
respondeu para si mesmo: serei eu! |