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Mensagem
de Schoenstatt - nš 2 |
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Ao iniciar mais um encontro em nosso “Mensagem de Schoenstatt Jovem”, queremos trazer à memória o tema central dos dois primeiros encontros que tivemos. Nosso objetivo, neste ano, é construir, com um fundamento sólido, nossa vida como jovens católicos. Nosso primeiro passo para a realização deste foi o amor à Maria, o segundo foi o cuidado com o próximo e, neste encontro, queremos lançar no fundamento de nossa vida o terceiro e último tijolo desta etapa. Nesta mensagem de Schoenstatt queremos falar um pouco, ou melhor... “Escutar a nós mesmos!” Como é
a sociedade em que vivemos? Mas, será
que isso é realmente importante? Os meios de comunicação, por vezes, nos dão respostas prontas em tantas ocasiões: a roupa que devemos usar, o melhor lugar onde devemos ir, o que comer, enfim... e assim fugimos de nós mesmos. Muitas vezes isso acontece por medo de nos depararmos com quem realmente somos. Pode ser que nem sempre o silêncio e a solidão sejam os remédios para podermos escutar a nós mesmos. Em Julho deste ano, aconteceu em Sidney, na Austrália, a XXIII Jornada Mundial da Juventude, que teve como lema: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós; e sereis minhas testemunhas!”(At 1,8) – sobre este tema o Santo Padre conscientizou a nós, jovens, da importância do atuar do Espírito Santo em nossas vidas. O Espírito Santo é a companhia certa que Jesus nos deixou. Unidos a Ele, conseguimos silenciar tudo o que nos afasta de Deus e nos faz mergulhar-nos em nosso interior. É ele quem fala em nossos corações e não podemos ouvir. É Ele que faz grandes coisas por nós e não sabemos compreender. “O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa. Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo.” (Papa Bento XVI Festa de acolhimento dos jovens – 17/07/2008) Para isso precisamos de um tempo para nós mesmos em meio ao turbilhão do mundo em que vivemos. Como em Pentecostes os Apóstolos, junto com Maria, tiveram de ir a uma sala superior, para em oração receber os dons do Espírito Santo. Assim cada um de nós deve achar esta sala superior onde com tranqüilidade conseguiremos ouvir a nós mesmos. Precisamos sair deste mundo e entrar no mundo que é o nosso próprio coração! Podemos nos aproximar agora do Santuário de Schoenstatt. Lá, a Mãe e Rainha oferece para nós esta sala superior e implora por nós as luzes do Espírito Santo. Ali podemos, junto da Mãe, voltar o olhar para o nosso interior e receber as respostas de tantas inquietações e perguntas que trazemos em nós. Será que podemos concordar com o Papa Bento XVI, quando ele afirmou a seguinte frase aos jovens: “O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas.” – Será que também nós estamos cansados de buscar Deus em todos os lugares e em coisas passageiras, julgando encontrar ali a nossa felicidade? Precisamos encontrar o Deus que mora em nosso coração, que faz parte da nossa vida e que há tantos anos espera uma resposta. Olhando para nós mesmos, encontraremos a nossa verdadeira identidade e não mais nos deixaremos seduzir pelos valores do mundo. Encontraremos dentro de nós, um imenso valor, pois fomos criados a imagem e semelhança de Deus. Quando separamos um tempo para nós, conseguimos assimilar os acontecimentos que marcam a nossa vida, nos tornamos pessoas mais coerentes e somos capazes de tomar as decisões certas para o nosso futuro. Assim nos mostra nosso querido Papa sobre a importância deste ouvir a nós mesmos e como este gesto de escuta tem influência sobre a nossa vida: “É precisamente para tal fim que fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisso mesmo, isto é, na verdade, no bem e na beleza, encontramos felicidade e alegria. Não vos deixeis enganar por quantos vos olham como meros consumidores num mercado de possibilidades indiferenciadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabanda como beleza, e a experiência subjetiva suplanta a verdade.” Com estes estímulos de nosso Pastor, queremos voltar também nosso olhar para o futuro, pois até o final deste ano queremos exercitar este escutar a nós mesmos. Temos pela frente um longo caminho a prosseguir, por isso para cada mês propomos um ponto concreto que, se praticado, nos ajudará a firmar mais este tijolo em nossa missão como jovens católicos. Mês de Outubro: é o mês da Fundação de Schoenstatt, mês da Aliança de Amor. E como estamos a caminho do centenário deste importante acontecimento, queremos então refletir: • Se já selei a minha Aliança de Amor? Como estou vivendo-a em minha vida diária? Tenho contribuído ao Capital de Graças? Neste mês quero pensar em quantas graças já recebi da Mãe de Deus pela minha Aliança de Amor. • Mas se ainda não fiz minha Aliança de Amor, quero me perguntar: o que me impede de dar este sim à nossa Mãe? Nossa vida jovem quer
ser marcada sempre por radicalidade e nós queremos viver esta
radicalidade no amor a Deus e à sua Mãe. Como dissemos,
o Santuário quer se tornar a nossa sala superior onde nos encontramos
com a Mãe e conosco mesmos. Por isso, queremos no mês de
outubro, peregrinar física ou espiritualmente para o Santuário.
Assim nosso alicerce estará pronto, pois pela escuta do meu interior me conhecerei ainda mais, estando preparado para anunciar e ser testemunha de Cristo neste mundo. Queridos
Jovens: no Santuário de nossa Mãe, Rainha e Vencedora
Três Vezes Admirável de Schoenstatt recebemos as graças
que precisamos para construir os alicerces de nossa jovem vida. Ali,
na “sala superior”, aprofundamos nosso amor à Maria,
o cuidado pelo próximo e aprendemos a escutar e a conhecer a
nós mesmos! |