Irmã caçula do Sr Pozzobon: admiração!

Ir. M. Nilza P. da Siva

 

Sofia, a irmã caçula de João Pozzobon

   

A primavera se abre antecipadamente em Santa Maria/RS. Como fazia o Diác. Pozzobon, no primeiro domingo de setembro, a Família de Schoenstatt continua realizando a Romaria da Primavera.

Os habitantes, vizinhos do Santuário, mais sonolentos, acordam com o tocar do sino... Os atrasados que se apressem, pois é o chamado para a partida dos diversos grupos, reunidos em pontos diferentes da cidade.

A escadaria que leva ao Santuário está coberta de pétalas de flores, o povo vem chegando com flores nas mãos. Vai começar a santa missa e a a renovação da coroação da Mãe Peregrina.

Ao lado do Santuário está uma senhora simpática, ela traz uma imagem peregrina diferente. Quando começo a conversar com ela, descubro que ela a recebeu de seu irmão, João Luiz Pozzobon.

Estamos falando com Sofia Pozzobon Fiolin, a única irmã do Sr Pozzobon que ainda vive. Deixemos que ela continue a conversa:

CMPS: Se a senhora pudesse mandar uma mensagem para o seu irmão,  o que a senhora diria?
Sofia Pozz.: Eu mandaria uma grande mensagem de agradecimento pelo trabalho dele, desde criança, desde jovem. Porque eu o conheci, vivi com ele. Ele tinha 16 anos quando eu nasci, mas a minha mãe sempre falava coisas boas dele. Teria muita coisa boa para dizer.

CMPS: O que a senhora gostaria de dizer sobre ele?
Sofia Pozz.:
Ele tinha 8 anos e nós morávamos longe, ele acompanhava os padres, quando iam benzer as casas, ele sempre foi disso. Depois,  foi para o seminário e ficou um ano. Por causa de um "problemazinho" que ele tinha (de saúde), ele veio para casa. E começou a trabalhar com o pai na lavoura.
Ele voltou do seminário bem responsável, dando conselho para as irmãs e fazendo o serviço mais pesado. Ele sempre foi de sacrifício.

Depois se encontrou com a Teresa e se casou. Foi para Restinga e assumiu um Hotel. Foi muito bem, muito trabalhador, muito higiênico. Ela também trabalhava muito. Ele até ajudou nossa família, com a permissão da esposa, éramos bastante: nove irmãos.

CMPS: O que a senhora mais admirou no seu irmão?

Sofia Pozz.: O que mais admirei é a maneira dele. Ele foi sempre alegre, uma pessoa sempre alegre. Para ele nunca era sacrifício fazer as coisas. Era uma pessoa que admiro muito. É difícil, hoje em dia, ver uma pessoa enfrentar tudo com alegria. Ele enfrentava, estava sempre alegre.

CMPS: A senhora acha que o Santuário foi importante para João Pozzobon?

Sofia Pozz.: Foi ali que ele descobriu aquilo de que tinha aquela saudade de uma coisa e nunca passava. Ele sempre fazia todas as obrigações, mas sentia uma saudade.
Quando veio o Pe. Kentenich, então, ele descobriu o "professor dele",  ele descobriu a Mãe e Rainha Três Vezes Admirável. Ele sempre foi devoto de Nossa Senhora, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora da Saúde, mais depois, foi para esse encontro do caminho, o Santuário e a Mãe e Rainha Três Vezes Admirável.

CMPS: A senhora percebeu alguma diferença na vida dele, antes e depois de ter seguido esse caminho?

Sofia Pozz.: Há, percebi sim! Ele encontrou o que estava procurando.
Mas, sabe, a gente  até que entendia muito pouco! Eu disse pra ele: olha, agora eu estou começando a te entender. E já fazia 30 anos que ele tinha começado. Ele vinha lá em casa, eu entendia e fazia companhia para ele, tudo bem. Mas, não era essa coisa... Hoje isso foi é um sentimento para mim. Só que eu sempre concordei e acompanhei. O meu marido era mais fã dele do que eu.

CMPS:  Ele costumava visitar também a casa da senhora com a Mãe Peregrina?

Sofia Pozz.: Sim, visitava. Veio até com o Santíssimo.
Ele organizou a adoração ao Santíssimo uma vez por ano lá na nossa Comunidade. Uma vez por ano, um dia inteiro de oração. Nós continuamos com o que ele começou e nunca vamos deixar disso. Nunca!
 
   

CMPS: O Sr. João tinha muito trabalho, muita viagem como era o relacionamento dele com os irmãos? Ele tinha tinha tempo?
Sofia Pozz.: Tinha tempo! Ele tinha tempo pra tudo. Eu o admiro! A gente vinha pra Santa Maria, quando estávamos doentes, porque morávamos fora, e ele dava um jeito. Ele sabia qual era o melhor médico.
Eu admiro, ele era sem estudo, ia para Porto Alegre com o meu pai e resolvia tudo.
Agora que eu estou pensando mais nessas coisas, quando a gente é mais nova, você não tem essa preocupação. Por certo, Deus me deixou mais tempo por isso, para ir amadurecendo. Estou sempre rezando  para me converter mais, porque de conversão  todos sempre precisam.

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