João Luiz Pozzobon

e sua vinculação à comunidade paroquial

Pe. Francisco Bianchini
Pároco do Diác. Pozzobon


Pe. Francisco Bianchini (barba),
 ao lado de Dom Ivo Lorscheider,
no funeral de seu paroquiano,
Diác. João Luiz Pozzobon
 
   

O Diácono João Luiz era um homem que tinha uma dimensão profundamente ligada à comunidade; primeiramente, à sua comunidade da Capela Nossa Senhora das Graças, onde vivia e morava. Viajando pelo Brasil e depois, até mesmo pelo exterior, ele fazia questão de estar sempre presente, exercendo o ministério, antes mesmo de ser Diácono, ajudando na Liturgia.

Pozzobon estava presente nas festas de sua comunidade. E, depois, como Diácono, exercia seu ministério na sua comunidade local. Ele era profundamente ativo e presente; não esquecia a participação em sua comunidade e nas demais comunidade, como, por exemplo, da Capelinha Azul, da Capelinha Branca e da Capelinha Rosa, que fazem parte da nossa Paróquia de Nossa Senhora das Dores.

Aqui, na comunidade paroquial, ele sentia esta comunhão tão profunda que, antes de qualquer campanha, ele fazia questão de vir e falar dela, contar aquilo que pretendia, expor o lema que havia escolhido. Cada ano ele tinha uma frase ou um lema para a sua Campanha.

Ele colocava o pároco a par de tudo
Sempre eu tenho esta experiência de vários anos ele vinha para pedir a bênção, dizendo que era em nome da Paróquia. Ele, então, se ajoelhava e pedia a bênção para a “Forçada Campanha”, como costumava dizer. Muitas vezes, ele vinha conferir as programações, falar-me dos seus projetos e dos trabalhos.

Portanto, ele punha a gente a par de tudo. Dele se conhecia e sabia tudo o que fazia e desejava. Era alguém profundamente aberto e ligado à comunidade paroquial. Ele se sentia, realmente, um membro da comunidade paroquial, em todas as dimensões: religiosa, sacramental e social. Ele era cristão integrado, tinha as suas raízes na comunidade paroquial.

Esta é a experiência e a vivência que eu tive com ele como Pároco, durante vários anos. Na verdade, foram muitas outras porque, antes de ser Pároco, ainda como seminarista, já convivíamos. Com ele, eu rezava o Terço na Vila Nobre da Caridade, uma das Vilas que fundou para famílias carentes. Ele sempre tinha um carinho muito especial para com os pobres e com todos os necessitados.

Eu me lembro de um fato pitoresco e como ele interpretava as coisas. Numa ocasião, quando íamos rezar o Terço, foi época em que começou a surgir a mini-saia, ele me disse; “Todo mundo está criticando a mini-saia; e penso que, com isso Deus nos pede que levantemos mais os nossos olhos para o céu”.
Esta era a sua forma de ver os acontecimentos na sua simplicidade e, depois, dava uma risadinha.

Sabia entender os que não viviam intensamente a vida cristã

Mas, o que me impressionava muito no Diácono João, era a capacidade de compreensão que tinha, por exemplo, diante das pessoas que visitava. Às vezes, elas não tinham muita fé e participação, não eram muito ativas. Mas, ele sempre tinha uma paciência e uma compreensão muito grande com elas, para prepará-las, legalizar seus casamentos e fazer os batizados.

Ele era uma pessoa que tinha uma consciência missionária tão profunda e uma compreensão muito grande! João sabia entender aqueles que não viviam intensamente a vida cristã. Descia até eles com a Imagem de Nossa Senhora e, depois, contava o que Maria fazia com eles. Ele costumava contar as experiências e as conquistas dos corações que Ela fazia, nestas suas visitas.

Fonte: Revista "Tabor em Páginas", Ano X, nº 37, 2004

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