Lições de vida deixadas pelo Servo de Deus:
 João Luiz Pozzobon

O Diácono Pozzobon escreveu em homenagem à sua esposa:

“Deixaste uma coisa importante gravada em nosso coração: teu exemplo de mãe serviçal. Um contínuo serviço e um modelo no modo de vestir. Soubeste copiar este modelo de Maria.

(...) Vitória, descobri em teu coração aquele consolo que traz a oração.
 
(...) Uma coisa ficará gravada em meu coração até a eternidade: quando eu partia para as longas viagens de peregrinação com a Imagem Peregrina da Mãe e Rainha tua despedida era: ‘que o Anjo da Guarda te abençoe, e a Mãe e Rainha te acompanhe’.

(...) Tuas simples palavras: ‘João estou às tuas ordens’ me encantava cada vez que as pronunciava.

(...) Como tu me amaste e continuas amando-me, intercede do céu este amor.”

Trechos do Escrito “ Deus e seus planos” do diácono João L. Pozzobon dedicado


 a sua esposa Vitória Filipetto falecida a 06.03.1979. Escreveu cinco dias após sua morte: 11.03.1979.
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Eu me responsabilizo por este pecado.

Em 1957, ao encerrar a oração do terço na casa de uma família, dois pais de família quiseram falar a sós com o Sr. João. Alguns sacerdotes, informados de que havia pessoas que rezavam diante da imagem de Nossa Senhora de Schoenstatt, e com o Sr. João, disseram-lhes que, para eles, "era melhor ir dormir do que rezar com esse homem e essa imagem". (Na ocasião o Fundador da Obra de Schoenstatt, Pe. José Kentenich encontrava-se exilado pela Igreja e a Obra passava por grandes provações).


- Não disseram mais nada? - perguntou o Sr. João.

- Só isso.

- Então, me responsabilizo por esse pecado - concluiu o Sr. João.

Semelhante fato motivou-lhe a escrever ao Bispo Diocesano, Dom Antonio Reis, narrando-lhe o apostolado que realizava. Recebeu, prontamente, uma resposta, na qual o Sr. Bispo o abençoava e o animava: "Continue e amplie o que está fazendo!"

Cf__URIBURU. Esteban J., Herói hoje, não amanhã,1991, Ed. Pallotti


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Aqui está o João, sempre o mesmo.

Certa tarde, o Diácono Pozzobon, pergunta à Denise (jovem que o auxiliava):

- Quando a Denise vai à Missa, passa pelo Santuário, ou não?

- Às vezes sim... outras vezes chegou em cima da hora e não consigo.

- Mas, insiste o Diácono, a quem levas quando vais ao Santuário?

- Eu? ...levo a todos que estão no meu coração.


-Eu, disse ele, quando chegou no Santuário, entrego o dia anterior, tudo o que pude fazer. Então, recebo as graças para o novo dia. Sobre meus ombros levo a Campanha e todos os que participam da mesma.

- Sr. João, o senhor fala muito com a Mãe de Deus? Pergunta Denise.


- Sim, sempre! Chego ao Santuário e lhe digo: aqui está o João, sempre o mesmo!

Cf__URIBURU. Esteban J., Herói hoje, não amanhã,1991, Ed. Pallotti


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Eu também sou ladrão.

A jovem Denise, acompanhava o Diácono Pozzobon em seus apostolado, em muitos lugares. Certo dia, logo após ter completado 80 anos de vida, o Diácono parecia estar bastante triste. Contou para Denise alguns acontecimentos que o tinham magoado e pediu que ela não comentasse com ninguém. Disse que tinha recebido tantas alegrias pelos seus 80 anos,  qu agora tinha que passar por algum sofrimento.
Ele disse:

- "Jesus não sofreu mais do que isso? Até o chamaram de ladrão!
No fim das contas, eu também sou ladrão: roubo as almas  do diabo e as levo para Deus."

E despediu-se da jovem, bem humorado!

Cf__URIBURU. Esteban J., Herói hoje, não amanhã,1991, Ed. Pallotti


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Deus colocou esta cruz nos meus ombros...

Um pai de família, 36 anos, estava nos últimos dias de sua vida, devido a um câncer. Várias pessoas haviam tentado ajudá-lo a se preparar para a morte, mas, ele continuava revoltado contra Deus e, inclusive, havia jogado pela janela um crucifixo. O Diácono Pozzobon, foi informado sobre isso. Disseram a ele que ele não podia deixar esse senhor morrer sem os sacramentos.

- Vou tentar! Se a situação é assim, isso exige mais do que só uma visita.  Foi a resposta do Diácono Pozzobon.

Era verão! O calor em Santa Maria/RS é muito forte. Antes de visitar o enfermo, o Diácono Pozzobon trabalhou três dias na plantação, sob o sol, oferecendo esse sacrifício em suas intenções. Depois desses dias de sacrifícios, foi ao Santuário, conversou com a Mãe de Deus sobre o enfermo e seguiu em direção à sua casa.
Lá chegando, encontrou-o na cama. Colocou, despercebidamente, um santinho da MTA sob seu travesseiro e começou uma conversa amigável, sem falar em religião. Na despedida, estendeu a mão e disse-lhe:

- Vou fazer uma proposta: o senhor tem uma cruz bem pesada. Agora, vou para casa. Mas, antes, vou passar no Santuário e pedir à Mãe de Deus que me coloque 50% de sua cruz sobre os meus ombros.

O enfermos ergueu-se, fitando-o seriamente e disse sensibilizado:

- Não, Seu João! Isso eu não quero! Deus colocou esta cruz sobre meus ombros e vou levá-la até o fim.

Quebrou-se o gelo! O enfermo solicitou a visita de um sacerdote, regularizou sua vida com uma boa confissão e comungou em dias seguidos, até a sua morte.

Conferência do Sr. Germano Arendes (Irmão de Maria de Schoenstatt – amigo pessoal do Diác. Pozzobon) 1987, Santa Maria/RS)

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Uma corrente que parte do Santuário

Vendo como o apostolado do Sr. João Pozzobon produzia muitos frutos de conversão nas famílias, alguns seminaristas tentaram imitá-lo. Mandaram fazer umas imagens peregrinas e formaram grupos de famílias. Conseguiram formar vários grupos de famílias, porém, o trabalho não progredia. 
Foram conversar com o Sr. João: 
- Sabemos que o senhor organiza grupos de famílias que funcionam bem. Quando nós organizamos juntos com o senhor, também funciona, mas quando organizamos sozinhos, não dá certo! 

- Como vocês fazem, levam junto a Mãe Peregrina?

 - Sim, levamos! - E esta imagem recebe a bênção no Santuário?

- Não! 

-Então, não pode dar certo! Não pensem que são vocês que fazem, mas o que opera na Campanha, o que a faz funcionar, é a corrente de graças que parte do Santuário!

(Conferência do Sr. Germano Arendes (Irmão de Maria de Schoenstatt – amigo pessoal do Diác. Pozzobon) 1987, Santa Maria/RS)

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