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| Annita
Trevisan
por muitos anos foi Dirigente da
União Apostólica Feminina de Schoenstatt
no
Brasil e em Porto Rico |
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A
Sra. Annita Trevisan pertence à União Apostólica Feminina de Schoenstatt,
da qual foi dirigente nacional, por muitos anos. Residente em Santa Maria/RS,
não somente conheceu o Diácono Pozzobon, mas, muitas vezes o acompanhou
em seu apostolado com a Mãe Peregrina. Deixemos que ela nos conte um pouco
sobre esse servo de Deus:
1. Onde e quando a senhora conheceu o Diác. João Luiz Pozzobon?
Eu nasci na rua em que o Sr. João morava, Rua Osvaldo Cruz, em Santa Maria/RS.
Ao ir para o Santuário, ele passava sempre na frente de minha casa. Quando
ele começou a fazer seu apostolado com a Mãe Peregrina, regularmente,
ele ia à minha casa, levando a imagem. Na segunda metade da década de
50, encontrava-me quase diariamente com ele. Eu já pertencia ao Movimento
Apostólico de Schoenstatt. Eram os anos em que a Obra de Schoenstatt passava
por situações muito difíceis (exílio do Fundador ) e o Sr. João tinha
muitos problemas com seu apostolado levando a Mãe Peregrina. Então, à
noite, muitas vezes, ele ia nos visitar e contava de suas dificuldades.
Quando ele não podia ir à nossa casa, ele escrevia uma cartinha e me entregava,
de manhã, quando íamos para a missa. Nessa época, muitas vezes vi o Sr.
João chorando por causa das dificuldades. Mas, em cinco minutos ele já
se dominava outra vez e estava sorrindo.
2. Alguma vez, o Diác. Pozzobon pensou em desistir da Campanha?
Não, isso não. Ele tinha um amor tão grande a Nossa Senhora de Schoenstatt,
que não poderia ser diferente. Ele não tinha muita facilidade para comunicação,
mas era um homem da verdade. Todos os que conversavam com ele percebiam
isso. Com tantos contatos que tive com o Sr. João, com anos de conversas
diárias, eu nunca ouvi de sua boca uma crítica negativa de alguém. Ele
passou por tantos sofrimentos, mas nunca criticou. Quando ele contava
sobre os grandes milagres que a Mãe de Deus intercedia, ele era tão feliz
e atribuía os méritos, sempre à Ela.
Outra coisa que sempre me chamou a atenção é o seu respeito muito grande
para com os sacerdotes. Mesmo quando os sacerdotes não aceitavam o seu
trabalho, ele nos contava, sofria, mas dizia: ele pode ter suas razões.
Nunca ouvi dele uma critica. Tinha também um grande amor ao seu bispo
e um grande respeito com todas as pessoas.
3. Como o Diác. Pozzobon unia a espiritualidade de Schoenstatt com
suas atividades na paróquia?
Ele fazia tudo de modo tão simples. Pregava as verdades da fé, os mandamentos
de Deus e da Igreja, os sacramentos e unia tudo com a Aliança de Amor.
Por isso, tudo o que ele falava sempre foi bem aceito, até mesmo pelos
padres. Isso tudo venha do Espírito Santo. Tudo o que ele aprendia da
espiritualidade de Schoenstatt era transmitido de forma compreensível
tanto por médicos como por pessoas simples, mas tudo isso pelo poder da
graça.
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"Ele
sabia tirar a pessoa do nada
e torná-la uma pessoa com possibilidade
de crescimento autônomo." |
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4. O que mais a impressionou na vida do Diác. Pozzobon?
A sua bondade. O Sr. João era um homem bom. Por isso ele quis, por exemplo,
construir a Vila Nobre da Caridade. Por causa de sua vinculação a Maria
ele sabia educar as famílias, a fim de que elas também pudessem adquirir
a sua própria casa. Ele sabia tirar a pessoa do nada e torná-la uma pessoa
com possibilidade de crescimento autônomo.
Outra coisa que me impressionou foi o seu grande amor à eucaristia. Algumas
vezes acompanhei o Sr. João em suas orações e nas visitas, levando a eucaristia,
às famílias. Ele sabia fazer isso com tanto respeito e dignidade. Não
era uma oração demorada, mas, com muita sacralidade, muita nobreza.
Ele fazia de tudo para salvar uma alma impenitente. As vezes, passava
horas rezando, fazia muitas penitências pela conversão das pessoas e,
por isso, pôde alcançar transformações maravilhosas para elas.
5. A senhora acha importante que o Diác.
Pozzobon seja canonizado?
Acho, porque Sr. João é um pai de família, com sete filhos. Filhos normais
como todos os outros, que davam também muito trabalho, e o Sr. João soube
acolher cada um. Uma filha dele, por causa da morte da mãe, não trabalhou
fora. Mas, o Sr. João cuidou de pagar o INSS para essa filha, a fim de
que um dia ela pudesse também se aposentar. Ele foi um esposo muito carinhoso
para com D. Vitória, um comerciante que trabalhou com honestidade e retidão.
Uma pessoa soube unir a sua vida de fé com sua dedicação à família.
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