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Schoenstatt, uma graça de Deus Lucidio Araujo - Belo Horizonte/MG |
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Quando uma pessoa sozinha sonha, seu sonho permanece sonho. Mas, quando 53 pessoas sonham juntas, então o sonho se torna realidade. Isso foi vivenciado pelos 53 peregrinos, os Peregrinos do Tabor, que de 1 a 21 de setembro viveram como irmãos, visitando diversos lugares especiais para a fé católica, sobretudo dois fudamentais para a espiritualidade que vivem: Schoenstatt e Roma! Sr Lucidio escreve: Escrever uma crônica sobre a nossa peregrinação a Schoenstatt. Difícil? Me parece que sim, pois colocar no papel tudo aquilo que andou passeando pelos nossos corações durante 20 dias, não é uma tarefa das mais fáceis. De fato, foram tantas as emoções que assaltaram a alma da gente que pode ser que não encontremos palavras que as possam traduzir. Deus se dedicou integralmente a nós Quando saímos do Brasil nossa meta principal era visitar o Santuário original da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Mas, passamos por tanta beleza pelo caminho, que a nós nos pareceu um arranjo do céu. Tive a nítida impressão de que Deus, na sua infinita bondade e, não se contendo de alegria porque íamos visitar a sua Mãe, foi enchendo o nosso caminho de surpresas agradáveis, lugares maravilhosos, tapetes de flores, além de muito carinho e muitas amizades que foram se formando entre os peregrinos. Paris, cidade luz, onde tudo estava preparado para nos encantar, nos recebeu com toda a sua história e seus encantos. Lisieux, terra natal de Santa Terezinha, com o seu misticismo e sua simplicidade! Mais uma bênção de Deus para nós. A propósito de bênçãos, senti que nestes 20 dias Deus se ocupou só de nós, além de haver pedido a sua Mãe que fosse conosco por todos os lugares! Ou então Deus é tão grande que além de ter de cuidar deste mundo tão conturbado e que deve lhe dar tanto trabalho, ainda se dedicou em tempo integral a nós, peregrinos deste Brasil Tabor! Fomos para a Alemanha, na busca ansiosa de beber a beleza e sacralidade de Schoenstatt, passando por lugares de indescritíveis belezas, como Luxemburgo os campos da França e da Alemanha, tudo bem cuidado, como que esperando por nós. O ponto alto foi a chegada a Vallendar! Não há com esquecer a emoção de estarmos chegando à terra em que o Padre Kentenich ganhou do céu a grande missão renovar o mundo através da nossa transformação em homens novos! Sob a proteção da Mãe ele abraçou esta causa, por ela trabalhou até que lhe findassem os dias. Por amor a sua missão ele sofreu os horrores da guerra e as incompreensões da própria Igreja que ele nunca deixou de amar! Dezessete horas e quinze minutos do dia 04 de setembro de 2008! Esta hora ficará marcada em nossas almas, pois foi a hora em que lá chegamos. O coração pulava aflito, pois estávamos vivendo um momento inesquecível e que era acalentado pelos peregrinos com muita ansiedade! À noite fomos ao Santuário original, já fechado. Ali, à porta do Santuário fizemos a nossa entrega à Mãe, num belo momento de oração. Acho que naquele momento deixamos ali um pedacinho muito querido dos nossos corações. Visitamos vários
santuários, o monumento aos heróis e subimos ao monte
Schoenstatt. Neste local encontram-se alguns dos marcos mais significativos
da presença do Pe. José Kentenich, pois ali ele viveu
os seus últimos três anos e ali faleceu. Visitamos a Igreja
da Adoração, a casa em que o Padre Kentenich passou os
últimos anos de sua vida, seus aposentos e escritório
particular. Passamos pelos caminhos em que ele passeava fazendo as suas
orações, visitamos o local em que ele faleceu e onde está
sepultado. Tudo ali era belo e mexia com os nossos corações.
Ali, se não estávamos no céu, estávamos
bem pertinho! Também marcou com muita profundeza a visita que fizemos à casa em que viveu Irmã Emilie, em Menternich e a visita à casa em que nasceu o Padre Kentenich, em Gymnich. Estar em Schoenstatt
durante cinco dias foi uma graça tão grande que a gente
fica se perguntando o que foi que fizemos para merecer tanto! Poderia ficar um tempo danado descrevendo as maravilhas que vivemos, mas a crônica iria ser muito extensa. Assim, deixo para falar de Dachau, da Suíça, de Assis, de Roma e de Lanciano em outras oportunidades. Hoje Schoenstatt me bastou! Só de estar aqui, dedilhando o meu computador para registrar as minhas lembranças já me veio saudade de tudo; de estar lá, dos companheiros de viagem e dos momentos de puro céu que nós vivemos. Só para terminar, no dia 6 de setembro a nossa missa foi no Santuário Original e eu brinquei com o Padre Toninho: o senhor está sendo muito mimado por Deus. Em poucos dias o senhor presidiu a Eucaristia ao lado da relíquia de Santa Catarina Laboreau, em Lisieux onde descansa Santa Teresinha, na igreja da Adoração, repouso do Padre Kentenich e agora, no Santuário original! Cuidado, olhe a sua responsabilidade diante do tanto que Jesus está lhe presenteando! Que Deus seja louvado por tudo o que recebemos e que a Mãe continue nos afagando no colo! |