Ser Mãe !

Pe. Nikolás Schwizer

Imagem: site de Robert Duncan

Transparente do Espírito Santo
A mulher vem associada com o Espírito Santo. E quando historicamente quis tomar morada no meio dos homens, o fez no coração de una mulher. Maria, desde a Anunciação, converte-ser não somente em mãe, senão também em morada e em santuário do Espírito. E desde esse momento, cada mulher e cada mãe será para sempre morada e imagem do Espírito Divino.

Mãe e virgem
Quando o Padre Kentenich explica a essência da mulher, o eterno nela, então utiliza distintas expressões. Uma delas diz que a mulher é mãe e virgem. Isso vale para toda mulher, independente de seu estado de vida. Também a mulher casada deve ser não somente mãe senão também virgem. Maternidade e virgindade condicionam-se para a fecundidade plena da alma feminina. Por isso, uma autêntica mulher e mãe deve cultivar ambos os princípios.

Maternidade é a DOAÇÃO de si mesma: o serviço, a preocupação pela vida, a entrega pessoal, abnegada e amorosa, o encontro pessoal.

Virgindade, por outro lado, é RESERVA de si mesma: a pureza, a delicadeza, a interioridade, a receptividade, ser filial e aberta à Deus.
O elemento que hoje em dia está perdendo-se é a virgindade, é dizer, a interioridade, a dependência e filiação a Deus, ao grande e nobre. Mas, a perca dessa riqueza virginal implica também a perca da doação maternal. Quem não é filha, não pode ser mãe. Maternidade e virgindade, ambos os mundos têm que complementar-se. O modelo, o encontramos na Mater: Encarna não só o espírito senão também a realidade de ser mãe e virgem.

Cada mãe, cada mulher que quer chegar a sua maturidade plena tem que aprender a cultivar e equilibrar estes dois fatores: maternidade e virgindade reserva de si mesma e doação generosa de si mesma, receptividade e obsequiosidade.

Missão frente ao pai e a cultura
E qual é sua missão frente ao pai? Então, o Padre Kentenich costumava citar umas palavras de São Bernardo: “O varão não é elevado nem redimido a não ser pela mulher”. E não o referia somente à Mater, senão também à “pequena Maria”, a mulher redimida.

Numa de suas conferencias em Milwaukee, ele interpretou nesse contexto a origem da mulher: Como diz a Escritura, Quando Deus fez o varão, tomou terra. Por isso, é um homem terra. E depois lhe deu seu alento. Por isso, como aparece o varão? É uma união entre terra e espírito, entre o mais inferior e o mais alto, entre instinto e inteligência. E então formou a mulher, da costela do homem. E isso, o que significa? Ela é um ser intermediário, entre o mais inferior e o mais alto, entre instinto e inteligência, extraído do coração do homem. Qual é, por isso, a grandeza da mulher? Ela é o coração de toda a criação. E, que ensina isso ao homem? Que necessita um coração; que o centro do homem é o coração. E a grande missão da mulher e mãe é complementar o homem mediante seu coração. Mas também tem que ser o coração e a alma de toda a cultura.

E o eterno da mulher é então, simplesmente, seu coração, seu coração puro e entregado. Sua contribuição mais central tem que ser o coração, símbolo de seu amor, e o cultivo de seu coração. Todo seu trabalho dentro e fora do lar, deve ser dirigido pelo coração, pelo amor. Por isso, a obra-mestra de educação da mulher e da mãe é a educação do amor, a educação do coração.

Perguntas para a reflexão

1. Como mãe, como mulher, sinto-me transparente do Espírito Santo?
2. O que significa para mim a frase de São Bernardo?
3. De que maneira manifesto meu ser coração?

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Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay