“O santo do dia a dia santifica seu
dia de trabalho, vive santamente durante toda a semana, e em tudo
o que faz imprime o selo da santidade. Alegrias e tristezas, trabalhos
e descanso, orações, palavras e conduta: executa tudo
extraordinariamente bem, por amor, isto é, santamente”.

Você é responsável
pela renovação desse país e a Aliança
de Amor lhe compromete com sua transformação num
Tabor
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Hoje,
diante das noticias que ouvimos diariamente na TV e em outros meios
de comunicação, percebemos a realidade nacional cada
vez mais confusa, onde se misturam corrupção, violência,
inversão de valores, consumismo, etc.
Olhar pela lente da Aliança de Amor
Diante de tudo isso, o pensamento acima, tirado do livro “Santidade
de Todos os Dias”, do Pe. Kentenich e Ir. M.A.Nailis, nos anima
a olhar novamente a realidade não mais pelas lentes da TV ou
dos jornais, mas a partir da luz que brota de nossa Aliança
de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável. Essa luz
nos devolve o sentido da vida, muitas vezes perdido diante das correntes
materialistas de nosso tempo.
O momento político que atravessamos no país
é dos mais graves. Afinal, o Brasil sempre foi conhecido
como o país do “jeitinho”, mas, ainda que sempre
desconfiássemos dos políticos, talvez nunca tenhamos
tido tantos motivos para realmente crer que eles fazem tudo errado,
e pensam, em primeiro lugar, somente em si e em seus mesquinhos interesses
pessoais, e só depois, se sobrar algo, é que vão
pensar no bem comum.
Tudo está invertido, e o mais triste é ter que admitir
que a vergonha acabou e, assim, nosso Congresso, por exemplo, não
se acanha em exercer o corporativismo, protegendo tão descaradamente
senadores e deputados que, pelo apego ao dinheiro ou ao poder, participam
de “mensalão”, desviam verbas do orçamento,
aceitam propinas oferecidas por empresas que dependem de verbas públicas,
etc.
A coisa vai tão mal, envolvendo também poderes que sempre
tiveram alta credibilidade diante da opinião pública,
como é o caso do Judiciário, que muita gente termina
por acreditar que não vale mais a pena ser honesto e cumprir
direito os próprios deveres, porque, se está tudo tão
errado, porque vou me esforçar para fazer as coisas direito??
Será, então, que seremos obrigados a dar razão
àquele chavão que dizia que haveria um tempo em que
os honestos sentiriam vergonha de proclamar sua honestidade?
Desafio da Aliança de Amor
Não, jamais haveremos de nos deixar contaminar por esses pensamentos
de desânimo, pois a Mãe nos fortalecerá em nossos
bons propósitos. Sabemos que nossa aliança de amor,
selada com Ela e Jesus no santuário, não deve ficar
apenas no campo das idéias, mas precisa gerar atitudes concretas
que se tornem vida em nossa vida. Assim seremos instrumentos aptos
nas mãos de Jesus e Maria para a verdadeira transformação
do mundo, a partir dessas realidades tão difíceis que
nos cercam.
Como agir a partir da aliança de amor?
Em primeiro lugar, jamais desanimar nas ofertas para o capital de
graças. Nossos esforços para continuar sendo honestos,
para ganhar nosso dinheiro de forma competente e honesta, vai se somar
ao esforço de tanta gente, lá no santuário, e
contribuirá eficazmente para a salvação do mundo.
Como ensina São Paulo, através do nosso trabalho honesto
e do nosso ganho lícito podemos ajudar a completar, em nossa
carne, o que faltou ao sofrimento de Cristo.
Mas não é só honestidade que Deus nos pede no
mundo de hoje: Ele também nos pede competência!
Sim, é também oferta valiosa ao capital de graças
buscar fazer com competência o nosso trabalho, seja no âmbito
profissional, seja dentro do lar, na comunidade em que participamos,
etc. Não devemos nos conformar com a mediocridade de quem faz
as coisas de qualquer jeito, mas sim colocar uma boa “pitada”
de amor em tudo que fazemos, por amor a Deus.
Nesse sentido, vale ler mais um trechinho do livro já citado
acima, em que o Papa Pio XI vem nos recordar o sentido da vida profissional
que deve impulsionar o verdadeiro católico: “E isto –
declara Pio XI – deve ser justamente o santo orgulho, em certo
sentido, a sagrada tarefa profissional dos homens católicos:
serem sempre os mais salientes, os melhores, em todas as manifestações
da vida humana... existe um orgulho santo, uma ambição
que é um dever: distinguir-se no bem! Deveis possuir
essa ambição... dimanando da aspiração
de que o bem praticado por vós seja conhecido, para atingir
aquele fim sublime a que Jesus se referiu quando afirmou que as boas
obras devem ser vistas para que, conhecendo-as, todos glorifiquem
ao Pai que está nos céus”.
Assim, fiéis à Aliança de Amor, façamos
nossa parte na construção de um Brasil renovado, em
que a honestidade e a competência sejam valores que substituam
a busca do ganho fácil a qualquer custo!