Vínculo ao Fundador

Padre Nicolás Schwizer

 

Dia 18 comemoramos o nascimento do Padre José Kentenich, fundador da Obra Internacional de Schoenstatt. Vale a pena refletir sobre nosso vinculação a ele, pois, como disse o Papa João Paulo II, as graças de uma fundação estão enlaçadas com a vinculação e a fidelidade ao Fundador. Segue um artigo do Pe. Nicolas, sobre o tema:

A vivência, a vinculação pessoal com o Fundador é uma dádiva da graça divina. Uma graça que contém uma experiência que ninguém nos pode dar. Temos que conquistá-la cada um: encontrar-se com o Fundador de modo pessoal, viver sua história com Ele e amá-lo pessoalmente na medida em que experimente seu carinho. Cedo ou tarde, cada schoenstattiano chegará esse momento de graça. (Nesse encontro se deceidirá se ele continuará na Obra ou passará por ela e a deixará sem ter mudado a sua vida).

O que podemos fazer concretamente para que nosso coração esteja aberto para essa graça? Como podemos abrir-nos à graça de um profundo vínculo ao Fundador?

1. Conhecê-lo. É difícil, amar a alguém a quem não conhecemos bem. O primeiro passo é conhecer o Pai e Fundador, interessar-nos por ele, abrir-nos para a sua pessoa. Para muitos é difícil ler e estudar, mas é a melhor maneira de conhecê-lo a fundo, sua pessoa, sua vida e sua obra. Se, queremos aproximar-nos do Pai e Fundador, temos que fazer esse esforço.

Assim descobriremos que o sentido mais profundo de sua vida era ser Pai. Lendo sobre sua vida, veremos como cresceu e se desenvolveu essa graça da paternidade que Deus lhe concedeu. Ele sentia e dizia que seu ser pai foi o núcleo de sua personalidade e missão. Deus nos deu assim um Fundador cujo carisma pessoal foi o de irradiar esse rosto de pai. Deus Pai nos presenteou um reflexo vivo de sua própria paternidade divina.

Estudando a vida do Padre Kentenich, podemos descobrir outro traço essencial de sua personalidade: diante dos homens, ele era e queria ser sempre pai, mas diante de Deus sentia-se sempre como criança, como a criança mais pequenina. O homem maduro é filho e é também pai, é como uma ponte por meio da qual Deus quer doar-se a nós. Esse é o ideal que o Pai anunciou e encarnou durante toda sua longa vida.

2. Reconhecê-lo. Conhecer e reconhecer não são a mesma coisa: por exemplo, o diabo conhece a Deus, mas não o reconhece. Em que sentido temos que reconhecê-lo?

Como Cabeça da Família de Schoenstatt. Como tal tem uma posição de primazia dentro da Família. Pessoalmente é o portador de uma grande missão, missão que entregou para toda a Família. Mas foi ele quem a recebeu de Deus. Por isso, temos que reconhecê-lo e aceitá-lo como Cabeça, se quisermos pertencer a sua Família.

3. Seguí-lo. Não é suficiente só reconhecê-lo. Devemos identificar-nos com ele e com sua obra. Sua vida exemplar o autoriza a ser nosso modelo. Porque ele á a melhor encarnação do que Schoenstatt pretende: educar um homem novo, numa nova comunidade. Temos que ser fieis a seu espírito, seus princípios, sua missão. Só assim seremos autênticos filhos seus que possam levar adiante sua obra.

4. Vincular-nos a ele. O Pai e Fundador, de sua parte, quer entrar em contato com cada um de nós, nos busca nos convida a aproximar-nos a ele. Devemos recebê-lo, dar-lhe um lugar em nossa vida, acolhê-lo em nosso coração. Aceitár-lo como nosso pai, sentir-nos realmente como seus filhos. Assim começaremos a compartilhar nossa vida com ele, assim como a compartilhamos com Maria.

Então vamos começar a dialogar com ele, contar-lhe nossas alegrias e dores, lutas, êxitos e fracassos. Pediremos a ele um conselho, uma ajuda. Vamos confiar nele e rezar, por exemplo, a novena por sua canonização. E então nos entregaremos também a ele, ao seu cuidado e proteção paternal, à sua mão condutora e educadora.

E o fruto de toda essa vinculação crescente ao Pai e Fundador, é um abrigo profundo em seu coração. Ali ele recebe a todos nós, nos faz saber e sentir como seus filhos queridos, nos ampara em seu amor paternal. E, sobretudo, nos leva ao coração de Deus, onde nos sentiremos amparados e arraigados eternamente.

Perguntas para a reflexão

1. Rezo a novena pela canonização do Pai e Fundador?
2. Quanto conheço de sua vida?
3. Ele é um modelo para mim?

Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay