O cônjuge como um caminho para Deus

Padre Nicolás Schwizer

O encontro de duas pessoas em Deus, por meio da oração ou da vivência religiosa compartilhada, é uma das formas mais ricas e profundas de encontrar-se já que, estamos diante de Deus, com melhor que cada um possui.

Diante do Senhor nos desprendemos de tudo o que normalmente obstaculiza o encontro e vamos assumindo com mais objetividade a atitude compreensiva, benigna e compassiva do amor de Deus.

A união de duas pessoas pelo sacramento do matrimônio, lhes abre uma nova possibilidade de amor sobrenatural: o cônjuge como um caminho para Deus, como lugar de encontro com Deus. Nesse momento solene das bodas, Cristo diz a cada um: Eu a partir de agora vou te amar especialmente por meio do cônjuge, vou convertê-lo em santuário do meu encontro contigo. E com isso, me deixa o grande desafio de buscar ao Senhor no coração do outro onde desde agora está me esperando, de descobrir o rosto de Cristo no rosto do meu cônjuge, de acolher seu amor como transparente e reflexo do amor divino. Em contrapartida, eu devo ser Cristo para o outro, dar a ele o amor, a luz e a força que necessita para crescer e chegar até Deus. E assim cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor.

Por isso, em todo matrimônio cristão está sempre Deus como terceiro, quem faz de ponte e laço de união entre os cônjuges. E precisamente quando Deus não ocupa esse lugar dentro do matrimônio, então, há sempre lugar para outro terceiro, que destrói a Aliança matrimonial.

O matrimônio é uma comunidade de salvação unida por um vínculo sobrenatural. O amor de Cristo e Maria selam nosso amor. Estamos unidos como a videira e os ramos. Nossa salvação está unida ao outro e vem por meio do outro.

Minha santidade repercute no outro, meu pecado também

Tão profunda é essa Aliança e esse conhecimento mútuo, que os esposos deveriam chegar a ser diretores espirituais um do outro. Tanto se conhecem que podem ajudar ao outro em seu caminho de santidade.

Essa Aliança de amor se dá entre os esposos e dos esposos com Deus. Por isso é comunidade de salvação, de amor, vida e tarefas com Cristo e Maria. Compartilhamos sua missão e junto com eles caminhamos para Deus Pai. Em caso que os contraentes humanos entrem em crise, o terceiro os ampara. Cristo carrega junto o matrimônio. Depois de nossa consagração à Virgem ela também começa a ser uma aliada e nos ajuda no caminho. Ela também nos ampara.

O que dissemos sobre o matrimônio, vale para todos os membros da família: pais, filhos, irmãos... Cada um é Cristo para os demais, reflexo e transparente do Senhor. Cada um é e há de ser, para o outro, um caminho para Deus, caminho privilegiado de amor a Deus.

Nisso encontramos o sentido da Aliança matrimonial e o sentido da Aliança familiar: Todos juntos, unidos e aliados com a Virgem Maria, caminhamos para Deus. Todos juntos, nos amando mutuamente, como ao Senhor, nos consagramos a Maria e, por sua mediação, nos entregamos para sempre a Deus.

Queridos irmãos, se nos deixamos educar e guiar pela Virgem Maria, então a Aliança com Ela é como uma grande escola de amor. Nela aprendemos a amar para percorrer os caminhos do amor divino e chegar ao coração do Pai. E é assim que se tornará realidade em nossa vida a Aliança com Deus.

Perguntas para a reflexão

1. Rezamos juntos como casal?

2. Vejo meu cônjuge como um caminho para Deus?

3. Como recebo suas sugestões, críticas…?

Se desejar se inscrever, comentar o texto ou dar seu testemunho escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

< noticias   < Home   ^topo