Viver a Aliança de Amor
e ensinar os filhos o mesmo, por meio de nosso exemplo
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Em nossa sociedade atualmente, vivemos
a falta de valores cristãos autênticos. Com isso vemos
crescer a nossa volta a corrupção, sexualismo desenfreado,
falta de moral e ética no atuar das pessoas. Nós e nossas
famílias estamos inseridas nesta sociedade e somos diretamente
afetados.
Vemos com isso concretizar-se muitas das palavras proféticas
do nosso fundador o Pe. Kentenich sobre os tempos modernos: “o
problema do lar, em toda a sua amplitude e tal como nós o entendemos,
constitui problema da cultura de hoje, posto que a perda do lar é
causa principal da atual crise cultural.” (Jornadas Pedagógicas
de 1951)
O Papa João Paulo II na encíclica Familiaris Consortio
assim analisa a influência do mundo sobre a família.
“... nos países do assim chamado Terceiro Mundo falte
muitas vezes às famílias quer os meios fundamentais
para a sobrevivência, como o alimento, o trabalho, a habitação,
os medicamentos, quer as mais elementares liberdades. Nos países
mais ricos, pelo contrário, o bem-estar excessivo e a mentalidade
consumista, paradoxalmente unida a certa angústia e incerteza
sobre o futuro, roubam dos esposos a generosidade e a coragem de suscitarem
novas vidas humanas: assim a vida é muitas vezes entendida
não como uma benção, mas como um perigo de que
é preciso defender-se.” (Familiaris consortio, pg.
14, 1990)
Diante desta negação
de Deus pelo homem, a família tem sido constantemente
agredida e abalada em sua missão. Ainda na encíclica
Familiaris Consortio, nosso querido Papa João Paulo II, nos
diz:
“O matrimônio e a família dos cristãos
edificam a Igreja: na família, de fato, a pessoa humana não
só é gerada e progressivamente introduzida, mediante
a educação, na comunidade humana, mas mediante a regeneração
do batismo e a educação na fé, é introduzida
também na família de Deus, que é a Igreja."
(Familiaris consortio, pg. 28, 1990)
Assim, acolher a vida e formar em
nossos filhos homens novos e cristãos autênticos é
um constante desafio para os casais cristãos.
A Aliança de Amor, um meio pedagógico
O Movimento Apostólico de Schoenstatt oferece aos pais, a aliança
de amor como um meio valioso para formar em seus filhos, personalidades
livres em Cristo. Mas a Aliança de Amor somente se realiza
a partir das ofertas ao Capital de Graças. Popularmente poderíamos
dizer que o Capital de Graças é um meio para atrair
Maria aos nossos Santuários e fazer desses, fontes de graças.
Entretanto, além deste sagrado objetivo, o capital de graças
é também nosso meio de educação e santificação.
Assim podemos relembrar as exigências e promessas contidas no
documento de fundação.
¨ Provai primeiro que realmente me amais e tomais a sério
os vossos propósitos.... Esta (auto) santificação
eu exijo de vós. Pelo fiel e fidelíssimo cumprimento
do dever e por zelosa vida de oração... Adquiri muitos
méritos e ponde-os à minha disposição.
Então de boa vontade estabelecer-me-ei em vosso meio distribuirei
dons e graças em abundância daqui atrairei a mim os corações
juvenis e os educarei, transformando os em instrumentos aptos em minhas
mãos para empreender o movimento de renovação.
¨ (Primeiro Documento de Fundação, 1914)
Pensemos nestas palavras aplicando-as na educação
de nossos filhos. Quantos são os perigos a que estão
expostos nossos jovens: falta de valores, baixa auto-estima, depressão,
falta de vínculos, falta de limites, drogas, consumismo, sexualidade....
mas a aliança de amor pode ser a proteção e o
escudo de Deus em suas vidas contra estes males.
¨Não vos preocupeis com a realização
de vossos desejos...eu amo os que me amam.¨ os pais devem estruturar
a educação de seus filhos, convictos desta promessa
contida no documento de fundação.
Na Carta de Santa Maria, documento de Fundação da Obra
das Famílias de Schoenstatt, , o Pd Kentenich afirma: “
levem a imagem da Mãe de Deus e lhe dêem um lugar de
honra nos seus lares. Assim eles mesmos se tornarão pequenos
santuários nos quais a imagem de graças se manifestará,
atuará com seu poder de graças, criará uma santa
terra de famílias e formará santos membros de família.”
(Pd Kentenich, 1948)
Todas as vezes que as famílias agradecem a Deus em seus Santuários
lar as bênçãos recebidas como: êxito
profissional dos pais, sucesso nos estudos... estão colocando
Deus como um de seus membros e participante de suas vidas, como um
Pai celestial bom que cuida de nós e a quem devemos graças.
Cada vez que ofertamos a Maria nossos erros, pequenez e sofrimentos
e recebemos a paz do abrigo e a fortaleza para vencer, apesar das
adversidades, ensinamos a nossos filhos que a vida não é
só prazer, mas é possível “vencer”
o sofrimento, sendo felizes pelo cumprimento da vontade de Deus, que
nos ama apesar de nossa pequenez, de nosso erro e da dor.
As tentações que massacram nossos filhos e também
a nós, são segundo o Pe. José Kentenich,
fruto da desordem dos instintos mais primitivos. Assim pequenas ofertas
de renúncia ao capital de graças podem ser o caminho
para o equilíbrio destes instintos. Criar em nossos filhos
atitudes de autocontrole, baseados em princípios cristãos
e pessoais, certamente trará o amadurecimento de sua personalidade,
necessário para vencerem as correntes atuais.
Renunciar a um doce e ofertar esta renuncia no capital de graças
contemplando a Jesus no período quaresmal, criará em
seus corações um vinculo especial a Jesus e um sentido
de co-responsabilidade pela obra da redenção, dando
um sentido pessoal a Páscoa. Assim, toda vivência sacramental
pode ser precedida por ofertas a Mãe e a graça recebida
não será simplesmente uma dádiva de Deus, mas
também uma conquista pessoal. Isto os transformará em
cristãos comprometidos com a conquista do reino de Deus aqui
na terra.
A Aliança de Amor com a Mãe de Deus está vinculada
também a uma “zelosa vida de oração”,
essa experiência em família dá aos filhos a vivência
de um Deus próximo, amigo, presente. Falar com Maria e o Pai
Celestial diariamente formará nos filhos vínculos pessoais
e sobrenaturais essenciais para o seu amadurecimento equilibrado.
Esta aliança vivida em família, com ações
concretas e vinculadas aos fatos do dia a dia, é um caminho
pedagógico seguro na educação dos filhos.
Os pais podem por seus exemplos demonstrar que “vale a pena”
educar-se e viver pelo ideal do homem novo e pela construção
do reino de Cristo e Maria para transformação das pessoas
e da sociedade.